Arquitetura e pedagogia: 3 metodologias de ensino diferentes

A arquitetura e a pedagogia, quando aliados, contribuem diretamente para o aprendizado e para o desenvolvimento social e pessoal dos alunos. Metodologias desenvolvidas fora do tradicional, valorizam muito mais a individualidade, a formação lúdica e a criatividade da criança. 

Uma das maiores preocupações dos pais é com a educação de seus filhos. Por isso, eles buscam as melhores escolas para confiar o aprendizado dessas crianças e adolescentes, de modo a ter a certeza de que não haverá problemas nesse processo e de que os educadores mais qualificados participarão de cada etapa. Portanto, um dos quesitos que podem fazer a diferença no momento da escolha é a metodologia de ensino.

Pensando nisso, separamos 3 metodologias de ensino diferentes da tradicional que estão ganhando cada vez mais força no Brasil.

Reggio Emilia

O método pedagógico Reggio Emilia surgiu no contexto de pós segunda guerra em uma cidadezinha pequena no norte da Itália (chamada Reggio Emilia). Com o desejo de reerguer sua história social, cultural e política, o pedagogo Loris Malaguzzi, criou essa nova metodologia. A partir dela, o objetivo principal era colocar as crianças como protagonistas de seu aprendizado com a ajuda de professores, familiares e colegas.

Com isso, o ponto principal dessa proposta é acessar as “cem linguagens” que todo ser humano tem e que a criança pode desenvolver com a união de experiências diárias, pontos de vista, uso das mãos, pensamentos e emoções, aumentando a expressividade e criatividade.

Da mesma forma que uma metodologia alternativa ajuda no desenvolvimento sensorial e criativo da criança, a arquitetura também se torna um grande aliado na execução das atividades diárias da instituição. Ainda mais quando falamos em aumentar a expressividade e criatividade da criança através da união de experiências diárias, pontos de vista, uso das mãos, pensamentos e emoções.

arquitetura e pedagogia

Cozinha infantil

pedagogia e arquitetura

Refeitório

Para refletir os principais objetivos dessa metodologia, a madeira acaba sendo o principal material utilizado no mobiliário. Já para as áreas externas, encontramos muitos aspectos de natureza, como árvores, arbustos e grama. Dessa forma, também se torna possível que atividades práticas sejam desenvolvidas ao ar livre.

Como no exemplo das imagens acima, temos um refeitório infantil onde as crianças podem ter aulas de culinária e fazer suas refeições de maneira integrada com a área externa. Dessa forma, a arquitetura ajuda a reforçar a filosofia da instituição e promove a conexão dos alunos com o espaço e o aprendizado

Metodologia Pikler

Focada nos 3 primeiros anos da criança, a metodologia pikler foi desenvolvida pela pediatra Emmi Pikler. Assim como na metodologia montessoriana (temos um post aqui falando sobre o método montessori e waldorf  também), ele se baseia no respeito à individualidade e liberdade da criança. Além disso, esse modelo possui dois princípios fundamentais: segurança afetiva e motricidade livre.

Enquanto a segurança afetiva significa que o adulto respeita a individualidade da criança, reconhecendo que ela já é uma pessoa com suas próprias expectativas e necessidades; a motricidade livre é quando, em um ambiente adequado, a criança está livre para explorar objetos e descobrir possibilidades, de modo autônomo e tranquilo, desenvolvendo sozinho suas habilidades corporais. Neste caso, o adulto só interfere para garantir a segurança do bebê.

Jardim de Infância EcoKid Kindergarten – Vietnã

Construtivismo

E, por último, temos o Construtivismo, que chegou no Brasil na década de 80 e que parte do princípio de que o conhecimento é construído, e não adquirido. Ele acaba tendo uma estrutura mais complexa. Ou seja, ele utiliza duas bases em sua estrutura, uma científica e uma filosófica.

Contanto, na abordagem filosófica, ele segue com 2 conceitos no processo de ensino e aprendizagem: racionalismo e empirismo. Já na  científica, o construtivismo busca compreender como o conhecimento é construído.

O construtivismo defende a ideia de que a escola deve ser dividida em ciclos, e não em séries (anos) como é na metodologia tradicional. Devido a isso, esse método conta com poucos alunos em sala de aula, para facilitar o acompanhamento do professor na evolução do aprendizado de cada estudante. Dessa maneira, a ajuda é mais eficaz e ele consegue intervir quando achar necessário.

Ademais, os alunos tornam-se, nessa metodologia, mais participativos e agentes ativos do processo, expondo suas opiniões e dúvidas acerca dos conteúdos abordados.

Sala de aula com mesas coletivas

Por isso, é importante acompanhar diferentes metodologias pedagógicas, para manter a sua escola sempre atualizada. Além de estar por dentro de uma educação que prioriza a individualidade dos alunos. É valorizando a diferença que se valoriza a educação!

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