Escolas estrangeiras: o que elas podem nos ensinar?

Escolas estrangeiras: o que elas podem nos ensinar?

O Ateliê Urbano sempre procura referências fora do Brasil. Estudar escolas estrangeiras nos possibilitam trazer para os nossos clientes soluções inovadoras, que surpreendam e que gerem o famoso efeito “UAU”.

Nestas nossas buscas, encontramos soluções incríveis em arquitetura escolar, e a maioria delas está intimamente ligada às transformações que os métodos de aprendizado têm sofrido na última década. Transformações ligadas principalmente ao avanço da tecnologia e sua entrada na sala de aula.

Você pode estar pensando que estas escolas estrangeiras fizeram modificações drásticas em seus espaços. E que para isso é necessário um investimento financeiro muito alto, fora da realidade das escolas brasileiras. Este post é justamente para te mostrar o contrário.

1- Salas de aula 

O primeiro espaço que tem sofrido grandes alterações dentro das escolas é a sala de aula.

Sim, aquele modelo do professor que fala e do aluno que escuta sem muitos questionamentos, está desaparecendo nas escolas estrangeiras.

E o que isso influi no projeto da sala de aula?

As salas hoje seguem a tendência de um layout mais flexível, onde as mesas possam assumir diferentes configurações.

Os alunos podem trabalhar sozinhos ou em grupos. Muitas escolas estrangeiras investem até em um mobiliário desenhado com exclusividade de modo a atender a esta nova demanda.

Este filme feito na Albemarle County Public School nos Estados Unidos mostra um pouco deste novo conceito de sala de aula.

À primeira vista o ambiente até parece meio caótico, mas ele conversa totalmente com a proposta da escola de deixar os alunos a vontade descobrindo qual o melhor local e forma de trabalho.

É claro que este modelo pode não funcionar em todas as escolas. Entretanto a nossa intenção aqui é mostrar como soluções simples, e móveis encontrados em qualquer escola podem proporcionar este tipo de experiência.

A grande questão é: se a sociedade mudou tanto em tão pouco tempo, porque as nossas salas de aula continuam com o mesmo desenho de 70 ou 80 anos atrás?

2- Pátios

Uma outra área que sofreu uma transformação significativa são os pátios das escolas.

Se antes as áreas externas das escolas tinham como única função a brincadeira (obviamente as brincadeiras são peças-chave no desenvolvimento dos alunos), hoje elas são espaços de investigação e conhecimento, verdadeira extensão das salas de aula.

Cada pedacinho de jardim pode se transformar num laboratório de biologia ou abrigar um projeto de matemática. Os pátios das escolas também são propícios para o ensino de educação ambiental e sustentabilidade.

É possível criar uma cisterna de coleta de água de chuva e até um centro de triagem de resíduos recicláveis, novamente com poucos recursos e muita colaboração.

Todas estas transformações impactam diretamente no crescimento intelectual e emocional dos alunos.

As escolas estrangeiras já descobriram ambientes que promovem a colaboração e a interatividade. E elas acabam por transformar crianças em adultos mais seguros e com mais consciência de seu papel na sociedade.

Os projetos de arquitetura escolar devem olhar para este novo mundo que vem surgindo.

Inovação e criatividade andam juntas. O papel do arquiteto é se utilizar destes dois conceitos para criar escolas que estimulem o aprendizado de seus alunos.

Aqui no Ateliê transformamos toda esta inspiração que encontramos nas escolas fora do Brasil em ideias possíveis para as escolas de nossos clientes. (confira aqui!)

Ateliê Urbano
atelieurbano@atelieurbano.com.br

Unir criatividade, técnica e inovação em seus projetos é o sonho de todo arquiteto, e quando o Ateliê Urbano nasceu em 2003 era esse o nosso objetivo. Hoje nos sentimos realizadas em ver que nosso trabalho nos fez conseguir algo ainda maior do que o objetivo inicial. Hoje realizamos sonhos.

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